Keittimere
Pensar na forma como as coisas ocorrem é muito estranho.
Tentando buscar alguma razão para os acontecimentos, acabamos por questionar e crescer.


Nós nascemos por acaso, e por acaso mudamos tudo ao nosso redor. Aos poucos nós crescemos e temos nossa vida decidida por todos, menos por nós mesmos. Pensamos, temos vontades, curiosidades e uma inocência... uma dependência.
O nosso corpo aprende a funcionar cada vez mais rápido e nos faz ter sensações até então desconhecidas. Agora ninguém precisa falar ao nosso ouvido que cor é aquela, afinal, nós já lembramos sozinhos. Quando crescemos percebemos que as atitudes de quem nos cerca muda a nossa vida. Cada relação estabelecida muda-nos um pouco mais.
Começamos então a viver o oposto, quem já quis não precisar de ninguém, hoje sente-se feliz por precisar. A incompreensível Dicotomia do Ser. As pessoas começam a exercer um domínio sobre os outros e isso é recíproco.
Vemos tudo acontecer e o tão sonhado desejo de escolha começa a irritar e amedrontar. Não saber o que vem depois nos causa a sensação de impotência e ao mesmo tempo faz sentirmo-nos reais.
Os super-heróis deixam de estar nos quadrinhos e passam a estar pelo caminho. E ao percorrer este caminho, nos deparamos com a situação de passar para o banco da frente e vemos que agora sim somos responsáveis por todo o resto.