Keittimere

Estava aqui pensando... O que pesa mais nas horas nas quais agimos com quem nos rodeia? Os atos, decisões e palavras em relação às pessoas são frutos do nosso coração ou da nossa mente?

Eu tento fazer o melhor de mim para todos, mas sempre espero reciprocidade e nessas horas tudo do que tenho medo me atinge de forma mais intensa. Por que esperamos reciprocidade? Por que quase nunca há? Por que temos consciência e nõ mudamos? Por que filmes são tão perfeitos? Os personagens são de mentira, mas os desejos são reais e no fim tudo dá certo para a gente não deixar de acreditar. Cada dia, cada beijo, cada olhar, cada abraço tem intensidades diferentes mesmo em se tratando das mesmas pessoas. E o amor ideal não tem que ser perfeito, só REAL.

Esperar que os outros sintam o mesmo que nós talvez seja injusto, afinal o melhor que eles têm a nos oferecer é diferente do melhor que oferecemo-lhes. Sempre acho que o máximo dos outros não me é suficiente, talvez por que me veja mais intensa e dedicada, como consequência o meu máximo é mais completo. Hipocrisia ou não, sempre acho que amo mais, respeito mais, quero mais e acerto mais, quando na verdade não se trata de mensurar e sim de absorver o que os outros têm a me acrescentar. Ninguém é tão diferente que não se possa atrair, ou tão igual que não se possa repelir. Quebra-cabeças com peças iguais só são legais no Jardim de Infância, e mesmo ali, é chato ver coisas apenas se encostando, sem completarem-se...


O pior é que tenho consciência disso, mas não consigo mudar.
1 Response
  1. D'AUMON Says:

    existem amigos que nos são tão importantes e não sabem, e não sabem por que temos vergonha de contar isso, apenas pelo fato de supor que eles nem acreditaram, já dizia drumond...

    mas, é exatamente assim, temos afinidade tremenda com pessoas mas nem sempre sentimos reciprocidade, talves por falta de comunicação, mas a amizade está ali existe, ou mesmo o amor...^^

    bju, bonita!
    *;