Keittimere
Ontem, eu estava sentada no ponto de ônibus, sentindo um calor infernal e louca de vontade de chegar em casa logo, quando peguei-me olhando para um casal.
E confesso que fiquei olhando para eles mais tempo do que eu precisava, quase perdi o ônibus.
Ela tinha pouco mais de 65 anos e ele era mais novo que ela. Estavam abraçados a minha frente com um jovem casal, desfrutando o amor que lhes fora concedido.
A pele deles já estava castigada pelo efeito do tempo, as mãos dele envelhecidas seguravam-na por trás da cintura, enquanto ela permanecera todo o tempo com a face pousada sob os ombros de seu amado.
Eles se beijavam e riam do que o outro falava, como dois amantes adolescentes que acabaram de descobrir o amor. Mas o amor era diferente já amadurecido, persistente à ação do tempo e iluminado por, talvez, décadas de entrega total.
De repente, vi-me pensando de eles casaram por amor e continuam se amando até hoje, um amor já evoluído diferente do que sentira no início, ou se eles casaram por que assim tiveram que fazer e viram o amor desabrochar com o tempo e cultivo que com cuidado realizaram-se.
Na realidade, não me importava muito como aquilo tinha começado, mas sim como ainda estava vivo e ardente depois de tanto tempo.
Seus cabelos grisalhos mostravam que talvez eles não quisessem apagar a ação do tempo, ela trajava um vestido jeitoso e ele uma camisa social.
Fiquei pensando, eles quiseram que assim fosse, quiseram que o tempo não maltratasse o amor que lhes fazia bem.
Há coisas que são indeléveis diante da ação do tempo, cabe a nós decidirmos continuar com o que nos faz bem e excluir aquilo que nos machuca.
1 Response
  1. D'AUMON Says:

    um amor pra vida toda?!

    um dia se eu viver algo assim acreditarei... mas por enqaunto quando vejo um casal de velhos romantizando o relacionamento na rua, sempre acredito que ambos ficaram viuvos em cerca de um ano e a quatro meses a trés se conheceram em baladas de aposentados....


    bjuuu
    e diferente de mim, acredite no amor!!!
    *;